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O Museu do Ferro & da Região de Moncorvo é uma instituição museológica e cultural destinada a promover o conhecimento e a divulgação do património arqueológico e industrial do território, dos povoados e das comunidades que se formaram nas cercanias da serra do Reboredo e do Vale da Vilariça, com particular destaque para as actividades relacionadas com a exploração do Ferro. Oficina do Conhecimento
Nesta sala pretende-se situar o visitante e fazer uma introdução à temática do Museu, antecipando a exposição permanente dedicada ao Ferro (está em perspectiva uma outra sala dedicada à Arqueologia e História da região). Através de fotografias de satélite o visitante acede de imediato às duas realidades físicas que marcam este território: 1) o Vale da Vilariça (que inclui o curso final so Sabor), conhecido pela fertilidade dos seus campos; 2) a serra do Reboredo, onde jazem mais de 670 milhões de toneladas de minério de ferro, cuja riqueza ultrapassa a dimensão das conjunturas económicas do país e foi, desde Antiguidade, uma fonte perene de valor, trabalho e cultura material. Numa apresentação audiovisual, o visitante poderá ver ainda alguns aspectos do património cultural do cencelho de Torre de Moncorvo
Os minérios de ferro do Reboredo foram aproveitados desde a época romana (ou talvez antes) até ao século XVIII, havendo abundantes vesígios da actividade metalúrgica desta fase ("escorias"). Depois de um interregno durante a primeira metade do século XIX, as minas de Moncorvo despertaram o interesse industrial, apartir de 1870 até ao século XX, mas apenas no plano das intenções. Em 1951 surge a empresa Ferrominas e só então é iniciada a extracção em grande escala, diminuindo gradualmente até ao fim dos trabalhos por volta de 1986. - Uma história de avanços e recuos, de muito trabalho, sonhose expectativas frustradas.
Esta Sala pretende ser uma introdução à mineração e metalurgia do ferro da região de Moncorvo e foi organizada a partir da colecção do Museu do Ferro criado pela Ferrominas E.P, no bairro mineiro do Carvalhal, em 1983. Esse núcleo museológico teve a sua génese em estudos realizados desde 1982, abarcando o inventário das ferrarias (com base nos escoriais existentes), nas intervenções arqueológicas na Chapa Cunha e em Vale Ferreiros II (1983) e na recolha do património cultural das Ferrominas e dos ferreiros e serralheiros da região. Em 1995 este núcleo museológico foi transferido para o espaço onde actualmente se encontra.
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