História
A aldeia de Cardanha, situada na margem direita do Rio Sabor, é habitada desde os tempos pré-romanos e surge referenciada nos forais de Vila Flor, Alfândega da Fé e Torre de Moncorvo.
A palavra Cardanha deve derivar de "casinha térrea", ou seja, barraco, local pequeno para habitação, o que se percebe porque na época, nos meios rurais, as construções eram mais pequenas e com menos divisões. Em 1515, D. Manuel dá foral a Alfândega da Fé e aparece esta aldeia integrada neste concelho. Só em 1853 passa para o domínio do Concelho de Torre de Moncorvo a que hoje pertence.
Esta povoação bastante antiga, apesar de estar longe dos grandes centros de decisões, tem teimado em não se despovoar e esforça-se por acompanhar com dificuldades o progresso que as novas décadas exigem. A Cardanha é uma das terras que pertenceu ao morgadio dos Marqueses de Távora, instituído em 1536. As casas típicas transmontanas em granito são uma constante na freguesia. Algumas delas mostram a sua pertença a familiares rurais importantes, onde não faltam as escadas exteriores e as suas varandas. A aldeia proporciona a observação de montes e vales, destacando-se as vistas do Felgar, Larinho e Carvalhal.
Distância a Torre de Moncorvo
19 Km
Festas e Romarias
S. Sebastião (20 de Janeiro e em Agosto).
Património
Igreja matriz, capelas de S. Sebastião, do Senhor dos Aflitos, do Senhor da Pedra e de N. Sra. da Conceição, fontes, cruzeiros e relógio de Sol.
Margem direita do rio Sabor, zona de caça, Albufeira de Valcovo, fraga encavalada, solar dos Távoras, miradouro e paisagem natural.
Actividades Económicas
Agricultura, pastorícia, serralharia e comércio.