Freguesia de Adeganha

 

Junta de Freguesia

 

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Guilhermino Esteves Soares  
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Pontos de Interesse


 

História

A Adeganha é uma curiosa aldeia do Alto Douro, situada no cimo de um enorme morro altaneiro, nos confins da Serra de Bornes, que se ergue a grande altura sobre a vasta extensão do Vale da Vilariça.
Os vestígios que aí têm sido encontrados são variados e valorosíssimos, demonstrando a existência de povoamentos antigos, indo dos tempos pré-históricos aos castrejos, romanos e outras ocupações que o território português sofreu. É o caso dos machados de pedra e cobre, moedas romanas, restos de muros de vários e desaparecidos castros e lápides epigráficas, restos de cerâmica, mós manuais, sepulturas abertas nas rochas, que foram descobertos no lugar de Estevais e Junqueira.
Até ao século XVIII, a paróquia estava situada na Junqueira, só mais tarde passou a ser em Adeganha. Em 1201 D. Sancho I atribuiu uma "carta" a Junqueira, e depois, em 1225, D. Sancho II refere-se-lhe também em foral mas, D. Dinis a seguir transfere-a para Moncorvo.
Em 1258, Adeganha recebeu a carta de foral por D. Afonso III. Adeganha era o nome dado às terras do antigo Reino de Portugal tomadas aos montes e campos vizinhos para formar o termo municipal. Na aldeia explica-se a formação da palavra através de uma história associada às "Três Marias", três figuras femininas esculpidas na pedra frontal da Igreja Matriz. Reza a história que as três irmãs eram pastoras e iam para o Monte do Frei Vivas, monte de zimbros, carrascos, sobreiros e giestas pastar o gado. Os rapazes também iam e entretinham-se a jogar às cartas. Mas, uma das três irmãs ganhava sempre porque fazia batota e as outras duas ficavam cheias de inveja. Então, as outras duas combinaram desforrar-se. Fizeram uma grande fogueira, com muita lenha, e empurraram para a fogueira a irmã batoteira que ficou a arder em grandes chamas. Se tentava sair as outras duas não deixavam e diziam: - Arde e Ganha ! E, assim , ficou a povoação com o nome de Adeganha.
No extenso Vale da Vilariça, sobressaem as grandes quintas, as hortas viçosas e muitas plantações da fértil Ribeira da Vilariça que se estendem até ao Rio Sabor e mesmo até às margens do Douro. Já cá em cima junto à Adeganha ficam as leiras do centeio e os olivais cobrindo os montes. Em construções de pedras guardam-se as ovelhas e os cereais e as rochas da natureza são aproveitadas para paredes ou para eiras onde se fazem as malhadas. Os terrenos do seu termo são, essencialmente, montanhosos à excepção da zona de Junqueira que abrange ainda o Vale da Vilariça. A povoação da Adeganha, apresenta-se como um dos mais característicos núcleos de arquitectura rural devido à simplicidade do estilo transmontano, à unidade e nobreza dos materiais utilizados, como o granito e a telha vermelha e a infindável desordem no traçado das ruas e dos largos.


Povoações

Junqueira

A localidade de Junqueira, situada nos terrenos férteis do Vale da Vilariça, é uma zona muito produtiva, pois produz toda a espécie de frutos e hortaliças.

Estevais

Nesta povoação existiram em tempos umas minas de chumbo e zinco, mas que eram de difícil acesso devido à configuração do solo. Pensa-se que a palavra Estevais vem de "esteva" , mas pode, ainda, significar "rabiça do arado", "planta" ou "campo".

Póvoa

Situada na Alto da Fragada do Sabor, com declives acentuados e cheios de lindas quedas de água nos tempos invernosos, esta pequena povoação beneficia da sua situação geográfica e do facto de ser Reserva Ecológica.

Nozelos

A localidade de Nozelos, situada já bem próximo de Alfandega da Fé, apresenta uma linda paisagem de zimbros e amendoeiras de alguma dimensão.

Armas - Escudo de azul, igreja românica de prata, lavrada de negro, aberta e iluminada do campo; nos cantões do chefe, dois ramos de oliveira de ouro, frutados de negro; em campanha ondada de prata e azul de quatro peças. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro:" ADEGANHA ". 

 


Distância a Torre de Moncorvo
13 Km


Festas e Romarias

N. Sra. do Castelo (último domingo de Agosto), S. Sebastião (20 de Janeiro), S. Tiago (25 de Julho), S. Gonçalo (1º Domingo de Janeiro), S. Martinho (11 de Novembro), S. Ciríaco (8 de Agosto) e St. Eustáquio (20 de Setembro).


Património

Igreja matriz, capelas de N. Sra. do Castelo, de N. Sra. de Fátima, de S. Gonçalo, de N. Sra. do Rosário e de N. Sra. da Alegria e de Moselos, Igreja de S. Ciríaco, S. Tiago e S. Filipe, pelourinho e cruzeiro.

Miradouro, margem direita do rio Sabor, zona piscatória, praia fluvial, natural, reserva de caça associativa, moinhos, fornos públicos e paisagem natural.


Actividades Económicas

Agricultura, amendoal, cortiça, vinicultura, olivicultura, pastorícia, serralharia, construção civil, extracção de inertes e comércio.


Igreja Matriz

A igreja de Adeganha é um dos mais preciosos templos românicos de Portugal, sendo considerada uma das características do período denominado tardirromânico. Foi construída no século XII, segundo uns ou XIII segundo outros, nos tempos do primeiro grande estilo medieval. Os seus tectos são pintados de vermelhos, azuis e dourados, altares de talha e lindas imagens. Entre as suas alfaias destaca-se uma cruz paroquial gótica.
Este monumento é considerado monumento nacional desde 1944.